quinta-feira, 16 de abril de 2009

Estratégia: Minimizar a Concorrência!

O conhecimento tradicional que vejo propagado é que para vencermos a concorrência devemos vencê-los. Fazer um pouco mais, dizer mais uma palavra, gastar mais um cêntimo.

Se eles fazem 5 artigos, eu deveria fazer 6, se eles têm 10 benefícios, eu deveria ter 11, ou 20 ou 30.

Parece que ainda estamos nos tempos da Guerra Fria, em que as capacidades se mediam pelo número das ogivas nucleares e não pelo poder destrutivo de cada uma delas. É uma estratégia cara, defensiva e paranóica que, essencialmente, gera ruído.

As empresas e organizações que se envolvem nesta guerra não são líderes de mercado, são seguidores, porque só reagem. Não constroem a diferença.

É o conforto do mais.
Do Maior!

Eu prefiro o menos.
Do Menor. Mas com significado.

Se a minha concorrência coloca x+y artigos numa newsletter, eu prefiro colocar só um, mas que seja significativo e não pareça que – desculpem a expressão -, estou só a encher chouriços.

E uma boa pergunta é: - Então o que devemos fazer?

E a resposta é menos. Sempre Menos!

Vamos pensar em como vamos resolver, executar, fazer acontecer com menos. Menos esforço, menos dinheiro, menos barulho, menos ostentação.

  • Menos componentes, só os significativos;

  • Menos benefícios, só os demonstram Valor;

  • Menos estrutura e burocracia;

  • Menos promessas, só a certeza das acções;
 E se repararam, cada um dos Menos enunciados, permite Mais = Resultados!

Se começarmos por aqui vamos ser coerentes, objectivos e assertivos. E os colaboradores e clientes vão gostar. Ou acham que alguém gosta de ser perder no meio de tanto palavreado, páginas e páginas depropostas e funcionalidades, sites intermináves ou tão cheios que são incompreensíveis, entre outros tantos exemplos?

Se formos por este caminho, vamos rapidamente perceber que ele é percorrido por muitos que, como nós, anseiam por simplicidade e por objectividade. E ao transferirmos esta experiência para a forma como estamos no mercado, vamos perceber que esse é o Mercado.

o pilar deste post é um livrinho muito interessante e podem encontrá-lo aqui.

Bom Trabalho!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Marketing e Vendas: Medir, Medir e Medir.

É algo que devemos fazer em todos os momentos da vida duma empresa. É verdade que o fazemos com frequência num conjunto de áreas determinadas mas noutras áreas, só nos apercebemos da importância do controle de custos e do retorno do investimento quando é tarde demais e, depois, não sabemos porque é que determinadas áreas são sorvedouros de dinheiro e poucos resultados dão.

O Marketing é uma dessas áreas! Quando os tempos apertam o Financeiro vai dizer imediatamente: - “Temos que reduzir custos!” E como custos é tudo o que não está a gerar directamente resultados, o Marketing é uma das vítimas usuais.

Mas a pergunta é: - Sendo o Marketing o departamento que deveria ser responsável pela nossa visibilidade, pela nossa penetração e manutenção no mercado, porque é que não dá resultados?

Muito provavelmente porque não é vista como uma área critica do negócio. Porque provavelmente é onde apostámos pouco e contratámos alguém inexperiente ou com pouca sensibilidade do nosso negócio mas muita sensibilidade para as “campanhas”. Talvez também provavelmente porque – por exemplo – o site que criámos porque sim, porque temos que ter um site, não foi a melhor aposta em termos de comunicação e captação de prospectos.

E o mesmo se passou com todos os canais de comunicação que usámos, desde a lista telefónica à nossa presença pessoal nas redes sociais na Internet. Colocámos um anúncio no jornal porque a nossa concorrência o fez e nós também tivemos que o fazer e aceitámos toda a gente que quis partilhar “contactos” connosco nas redes sociais porque ficava bem tê-los muitos.

A minha pergunta é simples: Deu resultados? Serviu para alavancar o negócio? O retorno do dinheiro e tempo investido deu resultados mensuráveis ou não fazemos a mínima ideia?

Porque não fazemos a mínima ideia, agora cortamos no Marketing. É a mesma coisa que liquidar o mensageiro porque não gostámos da mensagem. Não faz sentido.

Deixem-me dar-vos outro exemplo: Se precisam de recrutar um profissional altamente qualificado, vão por um anúncio de emprego num jornal qualquer ou num semanário que sabemos que à partida é lido por esse tipo de profissionais?

Exacto!

Então porque é que não tratamos a comunicação do mesmo modo? Porque é que não desenhamos ou estabelecemos os objectivos de comunicação, os objectivos de retorno, o alinhamento com os objectivos comerciais? Porque é que descuramos uma área tão critica como essa para o negócio?

Se medimos as vendas obtidas pelo esforço dos comerciais para as obter, porque é que não medimos o esforço de comunicação nos canais que usamos pela procura que é gerada por eles?

O vosso dinheiro não é ilimitado e a vossa credibilidade não pode ser entregue só a mãos inexperientes. E, acima de tudo, a responsabilidade pelo insucesso das campanhas é vossa, porque não as acompanham, porque não as medem, porque não as reforçam ou abandonam, de acordo com a medição do sucesso ou insucesso de cada uma delas.

Seth Godin, um dos escritores que mais é citado nestas questões, publicou um livro sobre a importância de, num determinado momento, termos de decidir se continuamos a escavar ou se saímos do buraco. Ele refere-se aos negócios em geral e a nenhum em particular.

Seria extremamente útil se tivéssemos essa preocupação em todos os momentos da vida duma empresa – principalmente nos bons momentos e de boas vendas, para estarmos sempre preparados para os outros tempos que, ciclicamente se abatem sobre nós com mais ou menos intensidade.

E o Marketing é uma delas, tão importante para o sucesso ou insucesso de qualquer negócio.

(Seth Godin: The Dip: The Extraordinary Benefits of Knowing When to Quit (and When to Stick))

Bom Trabalho!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Falhar ou Vencer: Eis a Questão!

Uma das citações que costumo usar, de Sir Ken Robinson, diz que se não estamos preparados para errar, nunca faremos nada de original. Mas gostaria de ir mais longe, afirmando que se não estamos preparados para errar, nunca seremos capazes de vencer, de ter sucesso.

Errar é muito fácil, dizem que é humano. Mas quantas pessoas conhecem que se vangloriam de alguma vez terem falhado nalgum momento dos seus percursos pessoais ou profissionais? Muito poucos ...

Se repararem, todos são especialistas: à vossa volta só há pessoas, organizações, empresas de sucesso. De tal forma que nem consigo compreender o momento que atravessamos, não compreendo como é que não vivemos rodeados de felicidade e riqueza.

Costumo defender que quando tomamos decisões – e fazemo-lo várias vezes por dia – estas são sempre boas, correctas, assertivas. Nem podia se de outra forma tendo em conta que decidimos com os dados que temos disponíveis no momento em que decidimos. Mas são decisões acertadas? Muitas delas não serão, e algumas terão consequências muito mais graves do que outras.

Mas o ponto fulcral é que tomámos uma decisão. E essa decisão irá orientar os nossos comportamentos a partir desse momento, desde a escolha do sítio onde vamos almoçar amanhã, passando pela decisão de escolher o colaborador A em detrimento do B num processo de selecção, de seguirmos uma determinada abordagem num processo comercial e não outra, 
 
 à decisão de investimento numa área de negócio emergente e não noutra.

O Importante é que a decisão foi tomada, e certamente com base num conjunto de razões, todas elas legítimas.

Dias, meses, anos mais tarde verifica-se que foi a decisão errada. A comida era péssima, o colaborador escolhido um desastre, perdemos o negócio por termos ido por aquele caminho e não noutro, o investimento perdeu-se porque o negócio emergente não sucedeu.

E daí? Qual é o problema? Depois das acções efectuadas e dos resultados obtidos é fácil avaliar e criticar. Uns deixar-se-ão envolver e enredar por todos os que não fizeram nada, que ficaram apenas a ver e depois dizem: Eu não disse? Falhas-te!

Outros, muito poucos, irão avaliar o erro, perceber onde e porque é que se falhou e decidir outra vez, escolher outro caminho, arriscar novamente, com a experiência acumulada da tentativa anterior.

Precisamos de errar, de falhar mais vezes e orgulharmo-nos disso. Só assim evoluímos, inovamos, crescemos, vencemos, temos sucesso.

Se não corremos riscos, se reproduzimos o que todos também fazem, se somos sempre politicamente correctos, e liquidamos a originalidade que temos latente, aí sim, estamos condenados ao fracasso.

Parece um paradoxo? Poderá parecer, mas não é!

Deixem-me colocar-vos um desafio:
Pensem em qualquer coisa de diferente que possam fazer amanhã - nem que seja mudar o estilo de roupa - e tomem nota das reacções das pessoas à vossa volta. Se repararam em vós, vocês conseguiram a sua atenção. Se conseguiram atenção, adquiriram um pequeno capital de notoriedade e de presença na memória dos outros. Agora imaginem isso aplicado à vossa actividade profissional.

Bom Trabalho!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

A Concorrência é Minha Amiga!

Uma das razões fundamentais para estudarmos a nossa concorrência, seja ela outras empresas, organizações ou mesmo pessoas específicas, é a possibilidade que esse estudo nos oferece para melhorarmos os nossos produtos, serviços ou comportamentos de forma a que se sobreponham aos deles.

A análise da concorrência permite-nos, tão só, identificar os seus pontos fracos e explorar essas fragilidades como perceber os seus pontos fortes e desenvolvermo-nos de acordo com essa percepção.

Só percebendo a forma como agem, se posicionam ou abordam o mercado nos permite colocarmo-nos à sua frente, tendo ideias, criando oportunidades, definindo abordagens que os suplantem.

Uma das formas mais evidentes de efectuar esse estudo é através dos seus sites e newsletters. A primeira coisa a fazer é, pois, inscrevermo-nos para recebermos as suas newsletters e estas são uma óptima ferramenta de análise, mesmo quando são irregulares.

Os sites também nos permitem avaliar não só o que fazem, como fazem e como são vistos pelo mercado. Têm testemunhos, comunicados de imprensa, demonstrações, estratégias de captação, links para outros sites que lhes aumentem a credibilidade?

Podemos identificar a sua presença em publicações sectoriais, em eventos, feiras?
Como o fazem? Sózinhos? Em parceria – com quem? Com que meios?

Se conseguirmos ter um registo histórico, tanto melhor. Um registo desta natureza permite-nos perceber a sua evolução e a forma como se tem posicionado no mercado ao longo do tempo.

Esta análise histórica dá-nos um conjunto de informações muito importante. Entre elas permite-nos avaliar a sua progressão, o seu sucesso actual ou insucesso. Se tiver vários produtos ou serviços, qual deles é o mais importante, qual deles já abandonou.

Depois, há uma pergunta fundamental a responder:
- Eu sentir-me-ia tentado a usar os seus produtos ou serviços? Gostaria de me comportar ou agir daquela forma?

Se a resposta for sim, identificaram os pontos fortes da vossa concorrência contra os quais têm que lutar.

Se a resposta for não, perceberam e identificaram os erros que não devem cometer.

Usem toda e qualquer informação para desenvolverem os vossos próprios planos e melhorar os vossos produtos, serviços ou comportamentos.

- E não tenham dúvidas!
Alguma da vossa concorrência fará exactamente o mesmo convosco. Mas para contrariar isso temos as estratégias de dissuasão e ocultação.

- Bom trabalho!

terça-feira, 7 de abril de 2009

Liderança: Gerir a Crise? Ou Gerir na Crise?

A pergunta faz todo o sentido no período que atravessamos, porque se estamos perante tempos de oportunidade, para quem souber aproveitá-los, só as empresas e organizações que tenham suficiente força anímica é que estão e poderão fazê-lo.

E a força anímica das organizações está intimamente ligada à liderança e às mensagens que esta comunica através das suas acções e comportamentos, muito mais do que aquilo que diz.

Alguns exemplos do que a liderança
não deve e deve fazer:

Em muitas empresas e organizações a liderança costuma aparecer como se fosse capaz, sozinha, de resolver todos os problemas do mundo. Isolam-se, fecham-se sobre os seus próprios pensamentos e angústias e pensam que conseguem encontrar todas as respostas para o que é necessário fazer. Nada mais incorrecto.

É nestes tempos em particular que a liderança precisa das pessoas que tem ao seu redor e que participam nos destinos da empresa ou organização para os ajudar a encontrar as soluções e implementá-las. Porque não basta descobri-las. E, muitas vezes, as melhores sugestões vêm dos operacionais que estão em contacto directo com o terreno e que também precisam de “salvar” as suas vidas. Só assim é que é possível implementar medidas pouco ou nada populares.

Um dos pontos essenciais, é a capacidade da liderança de enfrentar a realidade. Não só da possível necessidade de re-avaliar o rumo das empresas ou organizações como perceber que, por vezes, vem da própria liderança a criação de alguns problemas que se revelam ou acentuam nestas alturas – sim, é verdade, todos erramos -.

Mas mais do que promover auto-flagelações ou identificar bodes expiatórios, o momento é de seguir em frente e não através de remendos de curto prazo que apenas irão adiar as consequências e torná-las ainda mais graves no futuro. Mais uma vez, é chegada a altura de reunir forças com a equipa e identificar soluções exequíveis num prazo e condições aceitáveis.

Um dos factores chave de momentos como os que atravessamos é a possibilidade que a liderança tem para poder identificar e promover medidas que de outra forma enfrentariam resistências nas equipas. É um facto, as pessoas não gostam de mudanças. Elas interferem com o seu conforto. E em tempos “normais” não são bem aceites ou apenas implementadas em pequena escala.

Os tempos actuais permitem à liderança não só identificar as mudanças apropriadas, com a colaboração das equipas, como associá-las a uma noção de urgência para acelerar a sua implementação.

As crises também podem ser aproveitadas a nosso favor, se aumentarmos a agressividade no mercado. Pode parecer uma contradição, mas a verdade é que é uma oportunidade excelente para alterar as regras do jogo, apresentar novos produtos ou serviços para obter ou gerar a oportunidade de entrar em novos mercados.

Há quem pense que uma crise é algo que se atravessa, até que se possa voltar à normalidade dos negócios. Mas o que é a normalidade? Onde se encontra a normalidade num mercado que mudou, nas regras que se alteraram, nas transformações que ocorreram irreversivelmente?

Se não nos é possível sermos os condutores das mudanças e das alterações, podemos ser, pelo menos, agentes nesse processo. Não existe normalidade. Existe, isso sim, uma permanente adaptabilidade.

Como costumo dizer, é preciso: Criar para Mudar, Mudar para Evoluir!

Mas outra questão aqui se levanta:

Acham que é possível uma liderança promover o que acabei de dizer só e apenas em momentos como este, ou só o conseguirá se estiver permanentemente alinhado com estes princípios?

O rei que nunca desce à praça, quando o fizer, não será ouvido.

Bom Trabalho!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Tudo é Visivel: Marketing de Serviços!

O Marketing de Serviços é um terreno fantástico. Porque está cheio de pessoas, não de coisas, de emoções e não de razões.

Se orientarem a vossa abordagem para as pessoas, para a forma como são, sentem, agem, decidem, vão ter sucesso. Mesmo que leve algum tempo.

Dou-vos um exemplo: Quando viajam e têm que escolher um hotel, como é que fazem? Se planearam nesta Páscoa levar o vosso filho a Londres, escolheriam o Langham ou outro mais conveniente? Se fossem a Paris no fim de semana iriam de low-cost ou de primeira classe?

Ou seja, quantas vezes escolhemos o melhor? E quantas vezes escolhemos o que cumpre que, se tiver valor acrescentado, melhor?

Qual é a mensagem? Simples:
- Não se preocupem em serem os melhores na vossa área de actuação. Preocupem-se em acrescentar o melhor valor.

Mas então tudo o que aprendi na escola de Marketing, o que ouço nos slogans de muitas empresas, o que a minha concorrência diz, não é verdade?

Se for "Queremos ser os líderes de mercado", é verdade que não é verdade! 

Esta expressão tem a ver com posicionamento. E se há alguma coisa muito difícil de posicionar, é um serviço. A primeira questão associada com um serviço não é o posicionamento. É a alavancagem! Até podemos vir a ser líderes de mercado, mas não é porque queremos, é porque conseguimos sê-lo! E a diferença é abissal.

Não queira ser a primeira escolha, faça por ser a melhor escolha!

Como é que alavancamos um serviço?
-Agindo muito, falando pouco. Lembrem-se de que as pessoas ouvem muito mais o que vêm do que verdadeiramente ouvem.

Voltando ao exemplo do hotel: O porteiro tem os sapatos engraxados e em condições, ou nunca repararam? A farda está limpa e aprumada,  ou alguma coisa não está bem? Sabe línguas ou nem por isso? A recepção é eficiente, silenciosa e sólida, ou subserviente e incomodativa?
Sabia que as grandes empresas de consultoria, os bancos, as companhias de seguros, entre outros, têm um código de vestuário que vai aos detalhes das gravatas mais apropriadas para as camisas?

Faça o seguinte exercício: Parta do princípio de que o seu serviço não é bom, preste atenção aos detalhes, ouça as acções do seu serviço e melhore.  Destaque-o fazendo-o desaparecer.

E depois aja em relação aos seus clientes. Sabe quem são os seus clientes?
Se vai começar a dizer "Os meus clientes são todos os que ...". - Páre!

Os seus clientes não são todos, são só alguns (mesmo que estes alguns possam ser muitos milhares) e devem ser enquadrados por pessoas reais: Jovens, adultos, terceira-idade, classe média, decisores, técnicos, contabilistas, empresários, etc ... Se também ou se só trabalha para outras empresas, identifique as características mais comuns nas pessoas que são os seus interlocutores nessas outras empresas. Depois escolha os que mais lhe interessam pelo que pode fazer por eles, não pelo que gostaria de fazer por eles.

Se tem uma equipa de vendas, de pré e/ou de pós venda, perceba quem é que se sente mais confortável a trabalhar com quem.

Já agora, voltando ao exemplo do hotel: Em quantos hotéis é que já estiveram e onde preencheram uma ficha com dados pessoais  incluindo a morada, que vos mandou um postal, na vossa língua, a agradecer a vossa presença e a oferecer-vos uma bebida, um upgrade - se disponível - , ou o serviço de bilhetes para um espectáculo na vossa próxima visita?

Nenhum, certo?
Lembrem-se dum principio fundamental do marketing:  Interessa mais atrair e manter clientes do que ganhar clientes. E já agora, porque não as duas coisas? Porque quem costuma viajar e ficar em hotéis, também tem amigos com gostos e necessidades semelhantes que viajam e ficam em hotéis.

Bom trabalho.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Vendas: A Arte do Small Talk 2

Qual é o objectivo do "Small Talk"?

Apesar de parecer de pouca importância, a capacidade de promover e de participar numa conversa ligeira assegura a participação num ritual de descoberta descomprometida e uma estratégia para a gestão das relações interpessoais.

Serve para determinarr o nível das relações entre conhecidos, amigos, colegas e as interacções que todos os dias estabelecemos na nossa vida pessoal e profissional.

Serve, principalmente, para determinar, explorar - no sentido da confirmação -, as posições do nosso interlocutor no contexto particualr em que nos encontramos e qual a sua visão do mundo.

Está intimanente relacionada com a necessidade de nos apresentarmos duma forma positiva, de sermos aprovados por aqueles que nos escutam. É o lubrificante das interacções sociais, que se ajusta continuamente ao contexto em que ocorre.

Como continuamos a desenvolver esta capacidade tão importante?

Nos momentos em que está sózinho, por exemplo, pense sobre qual é a sua opinião sobre os assuntos que são razão de debate. Mas não pense só sobre qual é a sua opinião sobre eles e de como os abordaria. Veja se existe algum ponto de controvérsia ou extremado na sua visão do assunto e abandone-o.

Não estou a dizer para se enganar a si próprio. Estou a dizer para não manifestar pontos de vista conflituosos. As conversas ligeiras odeiam pontos de fricção. Neste caso, faça perguntas sobre as razões que levam a determinados pontos de vista. Seja defensivo.

Por outro lado, expanda os horizontes. Experimente novas comidas, novos livros, novos filmes, mude de caminho quando vai para casa e esteja atento às diferenças. O que é que tem a perder?

Aprenda a ouvir. Lembre-se que tem duas orelhas e uma boca. Mas tenha cuidado com os silêncios. Normalmente são incomodativos, quer para pessoas de outras culturas quer para pessoas com diferentes papéis sociais e formação cultural. Por exemplo, e sem querer ser sexista ou generalista, os homens estão mais à vontade com o silêncio do que as mulheres. Os ingleses ainda têm outra expressão para "small talk": "chit chat".

A timidez é terrível para a arte da conversação. Pense no que o leva a ser timido e mude de assunto.

A confiança em ambientes onde este tipo de conversação ocorre não o obriga a revelar-se em porofundidade, antes pelo contrário. Uma das formas de ultrapassar a timidez é ser capaz de falar ligeiramente sobre uma variedade de assuntos, daí o conselho anterior de estar minimamente informado sobre vários assuntos. Quantas mais opiniões for capaz de formular sobre uma variedade de assuntos, mais assuntos terá para participar e, quando der por si, a sua auto-confiança estará mais alta.

Uma das formas de ultrapassar a timidez é, por exemplo, promover e participar em encontros que conduzam a este tipo de conversação.

Escreva. Reserve um pouco do seu tempo para escrever o que lhe aconteceu de diferente no seu dia a dia. O que almoçou e com quem, quais foram os temas das conversas, frases do dia que chegam por email, aqueles emails de cadeia chatos são um bom exemplo e assunto para "small talk".

- Já agora, este blog também!

Bom trabalho!

segunda-feira, 30 de março de 2009

LEAN Management?

Este artigo é quase a continuidade do anterior e chama a atenção para alguns exageros de Gestão influenciados por "boas práticas" ou justificados por elas, que circulam nos tempos que correm.

Um desses exageros afirma que as empresas devem abandonar os produtos e serviços que não se estão a vender actualmente, de acordo com a estratégia de eliminar a "gordurinha".

- Não estou imediatamente de acordo!

Esta é uma abordagem que encontramos há muitos anos associada à produção industrial e cujo caso mais significativo é a Toyota. No fundo, e duma forma simplificada, a LEAN Production caracteriza-se pela eliminação de todos os elementos do processo produtivo que não venham duma ordem de compra directa. Sem stocks de produto acabado, a prazo sem stocks de matéria-prima graças aos acordos de fornecimento também LEAN e com os desperdícios reduzidos ao minímo. Esta abordagem de gestão de produção faz todo o sentido, liberta recursos importantes e é financeiramente muito interessante.

De tal modo interessante que foi incluída na metodologia Six Sigma.

Como referi no artigo anterior: Repensar os Recursos com base nas Vendas que advêm da Comunicação. E isto é Estratégia!

O problema surge quando levamos este modelo para todos os espectros empresariais. O que é óptimo para uma área de negócio pode ser péssimo para outra. Convém analisar.

Deixem-me colocar a seguinte questão:

Na vossa empresa existe um produto ou serviço que não se está a vender desde o princípio do ano e que no ano passado representou 30% da facturação. Vão abandoná-lo ou vão avaliar o que se passa com o produto/serviço, com o mercado, com o factor geográfico, com o nível de penetração em nichos ou não, se a paragem nas vendas é meramente conjuntural ou tem implicações mais vastas, etc ...

Uma das questões a colocar é, inclusivé, quanto me custa recuperar para o mercado um produto ou serviço se o problema for apenas conjuntural.

Repensar? Sim!
Avaliar? Sim!

Não basta ter-se ou seguir-se "boas práticas" ou escolas de pensamento.

Bom Trabalho!

domingo, 29 de março de 2009

Estratégia: Missão de Liderança

O factor mais importante de qualquer empresa ou organização é a Acção.

A Acção, enquanto motor essencial para os resultados, é um factor que deve ser implementado
Top Down.

A Liderança mede-se pela sua capacidade de promover e implementar a Acção, e deve transmitir os objectivos a longo prazo e os passos a curto prazo que determinam o
caminho para os atingir.

Para atingir os objectivos a que se propõe, a empresa tem que ter a capacidade de:

  • Promover-se através da Comunicação (Marketing Eficaz),

  • Agir e dar continuidade à comunicação através duma Força Comercial alinhada com ela;

  • Colocar no mercado os Recursos capazes e suficientes para concretizar o que foi comunicado e vendido.

Periodicamente, a empresa deve rever-se, repensar-se e realinhar-se de acordo com os resultados, que influenciam a comunicação, as vendas e os recursos necessários.

A única preocupação da Liderança deverá ser, então, a Estratégia, que é determinada pelos Resultados, que se obtêm das Vendas, que resultam da Comunicação.

Bom Trabalho!


Marketing Online

(Resumo da Newsletter enviada aos subscritores em 25 Março)

Idealmente, deveríamos pensar primeiro no âmbito porque é que estamos no mercado antes de pensarmos num site Internet, blog ou fórum de discussão. Aliás, deveríamos pensar nisso muito bem antes até de criarmos o nome do nosso projecto, da nossa empresa. 

Já repararam, por exemplo, como os nomes de empresas que mais recordamos são curtos, incisivos, orientados para o mercado onde se posicionam? Como os logótipos, da mesma forma, são simples, “limpos” e poderosos?

Deveríamos ter tido a mesma preocupação com a nossa presença na Internet.

Mas como isso raramente acontece ou é possível, vejamos o que podemos fazer, até porque nada é estático e há elementos no nosso site que podemos alterar com alguma facilidade.

Vamos pensar no Título do site, na sua descrição e nas palavras-chave que os motores de pesquisa indexam.

Mas antes de tudo: - Trabalho de casa!

Vamos começar por analisar os sites da nossa concorrência, fazendo uma pesquisa num motor de pesquisa por termos, palavras-chave, expressões, frases que sabemos estarem relacionadas com a actividade em causa e que a concorrência também usaria:

Por cada termo de pesquisa – palavra-chave (e não usem só uma palavra, como batatas, façam pesquisas “humanas”, como batatas-doces, batatas novas, batatas de luxo) e registem qual da vossa concorrência e em que lugar eles aparecem nas duas primeiras páginas do motor de pesquisa. Reparem também se aparecem no lado direito do ecrã, na zona reservada aos anúncios pagos.

Se queremos ser competitivos, não vale a pena concorrermos, para já, com mais ninguém. Mas vale a pena escolher uma “guerra”.

Ao ter um “inimigo”, tenho um objectivo muito claro  a atingir: - Ganhar a guerra do SEO!

Uma das formas de analisarmos um site e o seu conteúdo específico, seria fazermos um clique com o botão direito do rato sobre a página aberta e escolher mos a opção do menu View Page Source e tomarmos nota das palavras e frases contidas entre as tags html meta name="keywords" e meta name="Description". Estes são os elementos fundamentais da nossa pesquisa.

Podemos usar uma folha de cálculo ou um editor de texto, para copiarmos, para cada célula ou linha, a(s) palavra(s) identificadas nas  keywords. Verão que após se ter feito isto a dois ou três sites da concorrência que se posicionam bem no motor de pesquisa, se terá um conjunto interessante de palavras, conjuntos de palavras e frases.

Devemos fazer o mesmo trabalho para cada uma das páginas do site da concorrência que possa estar de algum modo relacionado com páginas nossas equivalentes, criando assim uma relação de forças que nos vai ajudar nesta “guerra”.

Depois é mais fácil conseguir completar essa lista com mais palavras, conjuntos de palavras e frases, enriquecendo a possibilidade de nos posicionarmos mais alto. Enriqueçam a lista com erros. Lembrem-se sempre que são pessoas que pesquisam, não máquinas. E as pessoas erram. Se o vosso target é regional, coloquem também os nomes das localidades, cidades, distritos, países onde actuam. Faz todo o sentido se alguém fizer uma pesquisa por batatas doces em Fornos de Algodres.

Devemos, ainda, analisar o conteúdo dos sites para algum tipo de actividade, promoção, evento de divulgação, que esteja a ser seguido e que possamos fazer melhor, diferente, menor, maior.

Depois de termos uma lista grande – pelo menos 100 palavras, conjuntos de palavras e frases, basta copiá-las para o local respectivo no vosso site, gravar e publicar.

É claro que se o vosso site estiver desenvolvido com uma tecnologia que não seja indexável – Flash, por exemplo –, este trabalho não faz muito sentido e o melhor é começarem a pensar noutra solução.

Bom trabalho!

Nota: Entre as diferentes fontes usadas, destaco: Viney, David, Get to the Top on Google: Tips and Techniques to Get Your Site to the Top of Google and Stay There